segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Presença de imigrantes cresce em escolas de SP

Matéria da Revista Educação mostra dados que apontam o crescimento da presença de imigrantes nas escolas da rede estadual de ensino de São Paulo. São mais de 8.500 estrangeiros matriculados - um aumento de 11,8% desde 2013, segundo levantamento da Secretaria Estadual da Educação publicado pela revista.

Veja abaixo um trecho da matéria.

"O número de estrangeiros nas escolas estaduais de São Paulo aumentou 11,8% desde 2013. Agora, a rede tem 8.579 alunos provenientes de 95 países. A origem mais comum entre os estudantes é a Bolívia, que vem seguida do Japão, Peru, Paraguai e Argentina. Apesar de não figurar entre os países que mais têm estudantes na rede estadual de São Paulo, o Haiti teve um crescimento grande. Neste período, o número de matrículas de haitianos subiu de 9 em 2013 para 68, sendo 7 vezes maior em 2014".

Aqui você lê a matéria completa.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Ampliar o conhecimento infantil sobre o mundo real

A inciativa pioneira - e desafiadora - da indústria de brinquedos Lego de lançar brinquedos 'deficientes' merece uma saudação. Não apenas pelo pioneirismo e coragem, mas pelo avanço que representa para o universo infantil.

Na prática, isso quer dizer que as crianças terão a chance de conhecer, cada vez mais cedo, como é o mundo real, onde vivem cadeirantes, deficientes visuais, auditivos, pessoas que perderam determinados membros do corpo ou aquelas cuja mobilidade é mínima, dentre outras.

Aprender sobre como é a realidade, desde cedo, fará com que as futuras gerações cresçam cada vez mais distantes do preconceito e da falta de conhecimento. E servirá como elemento para difundir a tolerância, a convivência harmônica e o respeito mútuo - reduzindo cada vez mais a percepção das diferenças. Este é um elemento essencial na formação de cidadãos do futuro melhores.

A propósito, o assunto dos brinquedos Lego com necessidades especiais - que inspirou esta postagem - foi objeto de reportagem da BBC Brasil, cujo link disponibilizo abaixo:

VEJA A REPORTAGEM DA BBC AQUI.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Projeto do livro em Bariri, interior de SP

As atividades de abertura do ano letivo de 2016 no município de Bariri, no interior de São Paulo, contemplaram o livro O Saci de Duas Pernas como parte da temática de discussão com professores e professoras.

A equipe pedagógica da Diretoria de Educação local convidou para a atividade o escritor e professor Djair Galvão e o ilustrador e editor Altemar Domingos para proferir palestra sobre o livro, realizada no Espaço da Melhor Idade.

Os palestrantes compartilharam experiências pessoais, profissionais e de criação da obra, que servirão de apoio à elaboração de ações pedagógicas voltados às atividades de inclusão e diversidade naquela rede municipal ao longo do ano.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Os leitores do futuro

Destaco nesta postagem a excelente iniciativa de uma escola infantil de Porto Alegre (RS) que levou a sério a ideia de formar novos leitores para o futuro. Só que o projeto foi além: mira crianças ainda não alfabetizadas a "produzirem" livros. De imediato, poderia ser visto apenas como um gesto agradável, 'bonitinho' ou algo para enrolar os pais e mães. Na prática, trata-se de uma aposta plausível e que busca criar um ambiente favorável à criação de novos leitores - e o melhor ambiente para tal é a casa das próprias crianças.

Ao investir no manuseio de livros em casa, estimula o contato, aguça a curiosidade e a criatividade dos pequenos, faz com que pais ou responsáveis arrumem tempo para ler e até avaliem o que está sendo posta à disposição dos pequenos estudantes que sequer conhecem os segredos das letras, fonemas etc. E faz também a escola se engajar na ampliação do universo de leitores e leitoras, especialmente num mundo em que é forte a tentação de deixar com que o Facebook e demais "mídias/redes sociais" eduquem nossos filhos para o uso da palavra, da criação e do lúdico - um desastre sem precedentes, combinemos!

Reproduzo um trecho da reportagem do site Porvir, que trouxe os detalhes do projeto da Escola de Educação Infantil "Aprendendo a Crescer", de Porto Alegre:

Projeto incentiva crianças não alfabetizadas a produzirem livros

A partir de um projeto de leitura, escola de Porto Alegre instiga alunos da educação infantil a contarem suas histórias.

Leia aqui a matéria completa.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O que significa índios na universidade?

Uma notícia veiculada apenas em páginas da internet não chamou a atenção da mídia tradicional. Trata-se da formação da primeira turma de índios por uma universidade brasileira, ocorrida recentemente na Universidade Federal de Santa Catarina. Este é um fato estranho para um país que considera seus indígenas criaturas que habitariam os livros de história ou a imaginação das crianças a cada "Dia 19 de Abril". "índios na universidade?", questionariam os conservadores de sempre. Afinal, índio é uma figura emblemática na cultura brasileira. Do tipo que existiria para "compor a paisagem" ou apenas "aqueles que estavam aqui antes de nós".

Enfim, o significado desses brasileiros adentrando espaços reservados a determinadas camadas da população é de um processo de transformação que levará um tempo para ser absorvido pela sociedade. Afora não ser "lugar de índio", a universidade poderia ser a "aculturação" desses brasileiros, segundo o senso comum. Significa que o Brasil começa a dar um passo para reconhecer os indígenas como parte do seu povo. E isso é só o começo. Espera-se muito mais. Que seja só o começo. E não tenha fim.

Leia abaixo um trecho da matéria do site CONEXÃO LUSÓFONA relatando a formação da primeira turma indígena brasileira: Universidade brasileira forma sua primeira turma composta só por índios

"A Universidade Federal de Santa Catarina formou a sua primeira turma composta só por índios. O grupo se gradua em Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica.

São 85 alunos das etnias guarani, kaingang e laklãnõ/xokleng, provenientes do Mato Grosso do Sul (MS), Espírito Santo (ES), Rio de Janeiro (RJ), Santa Catarina (SC) e Rio Grande do Sul (RS). O curso teve duração de quatro anos, entre aulas na universidade e atividades desenvolvidas nas aldeias. Os estudantes receberam formação para lecionar nas áreas de infância, linguagens, humanidades e conhecimento ambiental indígena.

O juramento na colação de grau falou de cultura, liberdade, autonomia, luta pela terra, autodeterminação, alegria e crianças sadias. O discurso dos oradores ressaltou a preocupação com o futuro, a importância das tradições culturais e da demarcação de território indígena:

– Não importa o povo ou etnia a que pertencemos, somos todos irmãos, filhos desta terra – lembraram". Leia a matéria completa aqui.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Livro aborda temática de gênero com o público infantil

A escritora Janaína Leslão superou o desafio de abordar a temática de gênero com o público infantil a partir da publicação do livro A Princesa e a Costureira. Para tratar do tema, Janaína usou elementos que ilustram pluralidade, diversidade, respeito e conhecimento como ingredientes da história.

Veja a entrevista que ela concedeu ao canal Ninharias, hospedado no Youtube.

domingo, 6 de dezembro de 2015

A Avenida Paulista como laboratório de cidadania em SP

A cidade de São Paulo vive uma experiência de ocupação do espaço urbano que considero inovadora e, ao mesmo tempo, intrigante. Essa ocupação não é de novos arranha-céus, condomínios ou de conjuntos residenciais, mas de algumas ruas e avenidas. É o programa "Rua Aberta", cujo símbolo é a Avenida Paulista, fechada para carros e aberta para os moradores da cidade aos domingos. Além dela, outras vias também são abertas exclusivamente à população todo domingo.

Citarei a Paulista como experiência pessoal para estas considerações, pois virei frequentador do espaço dominical há cerca de um mês. Percorro a via de bicicleta, a pé ou uso o Metrô nos deslocamentos. É o que acontece ao longo dos seus 2,8 km de extensão que chama a atenção. A Paulista aos domingos vira um grande palco: a cada 200 metros é possível deparar com uma banda, um músico, um grupo regional, dançarinos (as), intérpretes solitários, performances, gente discursando, coletivos debatendo temas diversos e protestando contra ou a favor de algo. Tem comida, shopping centers, lojas, barracas, pequenos negócios, comida, roupa, artesanato, bazares, brechós - uma infinidade de gente que vai vender, comprar, consumir, ver e ouvir coisas.

Acrescente-se a tudo isso a estrutura de museus, galerias, instituições culturais diversas, os prédios, construções antigas e novas que fazem desta uma das avenidas que simbolizam a capital paulista há décadas. Além da Paulista, a população se desloca por suas alamedas e ruas próximas. Ao mesmo tempo, o espaço virou o que considero um "laboratório de cidadania" ao ar livre. As pessoas fazem piquenique, levam a família, sentam no asfalto que durante a semana inteira é exclusividade dos carros, ônibus e motos. A ciclovia e a ciclofaixa completam o cenário onde tudo acontece, menos o uso do carro.

Os músicos apresentam seu repertório, mostram sua arte, as bandas atraem grupos específicos. A cada domingo surgem novos grupos, novas apresentações. Neste domingo (6/12), a Banda Marcial do Senai tocou diante do prédio da Fiesp, que aderiu ao programa municipal. A poucos metros dali, sanfona, triângulo e zabumba davam o tom para a apresentação de música nordestina. Na calçada contrária, banda de blues, jazz e intérpretes de repertório erudito completavam o cenário diverso.

Afora música, comida, passeio, diversão, compras, consumo, esporte, recreação, lazer, alegria, descontração, contato com arte, cultura, conhecimento, política, debates, muita coisa de forma gratuita, a população de São Paulo tem na Paulista a oportunidade de se transformar. De se ver como uma cidade tão diversa e complexa que se refaz no seu próprio concreto.

Quais frutos esta experiência produzirá, não se sabe ainda. A certeza é que a cidade não é mais a mesma desde que o espaço passou a ser ocupado. E como ocupa as pessoas com outras coisas, tira do marasmo, com muitas famílias saindo do domingo fora das telas de suas tevês e vindo para a rua. Muitos negócios, famílias, músicos, artistas, criadores e coletivos dando seus passos, se ampliando. É algo ainda sem uma medida.

Enfim, esta talvez seja uma oportunidade de ouro que a cidade de São Paulo tem em mãos para produzir uma nova onda de cidadania. O que parecia ser apenas um incentivo ao uso da bicicleta na cidade dos carros, da poluição e do barulho agora ganha ares de novidade. E que novidade. Parabéns São Paulo por viver esse momento tão intensamente!